10 de Junho, 2025
TRAZER DE REGRESSO A PORTUGAL OS MILITARES MORTOS NA GUERRA DO ULTRAMAR, FOI A MENSAGEM DE CARLOS CASTRO, PRESIDENTE DA JUNTA DE VILA PRAIA DE ANCORA.
Written by Jose Silva on 10 de Junho, 2025
10 de Junho, 2025
TRAZER DE REGRESSO A PORTUGAL OS MILITARES MORTOS NA GUERRA DO ULTRAMAR, FOI A MENSAGEM DE CARLOS CASTRO, PRESIDENTE DA JUNTA DE VILA PRAIA DE ANCORA.
O monumento aos combatentes do nó da Erva Vede de Vila Praia de Ancora, voltou a ser palco da homenagem aqueles que morreram na guerra do ultramar, numa organização da Comissão de Combatentes do Ultramar do Concelho de Caminha. A cerimonia contou com a presença de vários combatentes dos vários ramos das forças armadas e foram prestadas homenagens aos oito combatentes do concelho que tombaram no ultramar, foi colocada uma coroa de flores, pela viúva de um dos últimos combatentes, junto do monumento. Nas intervenções, o antigo combatente do ultramar, Antero Sampaio começou por recordar a canção do Paco Bandeira, em que cantou, Lá Longe, Onde o Sol Castiga Mais, canção esta que se refere aos combatentes. Lembrou o esquecimento a que os combatentes tem sentido pelas entidades do Estado e referenciou aquilo que os combatentes tem feito ao longo de nove séculos e lembrou Camões, com a adaptação de uma estrofe dos Lusíadas. Carlos Castro o presidente da junta de freguesia de Vila Praia de Ancora, começou por dizer que esta era uma cerimonia de homenagem a todos aqueles que deram o seu melhor nas agruras da guerra, assim como aqueles que não voltaram. Referiu que os sucessivos governos mostram uma falta de de consideração e respeito pelos combatentes e famílias, em que os corpos de muitos combatentes ficaram por terras estrangeiras. Carlos Castro diz que é hora de que seja feito o que há muito deveria ter sido feito e por tal, vai enviar ao primeiro ministro a sua intervenção para que os corpos dos militares que ficaram por terras de África, possam ser entregues as famílias com a dignidade que esta merecem. Seguiu-se a intervenção do presidente da camara de Caminha, que referiu que se precisa de gente com coragem para que não deixem ficar ninguém para trás, para construir um bem comum com união. Aos combatentes, enalteceu o seu espírito de coragem e bravura de quem esteve sempre pronto para defender a Pátria, defendendo os valores da liberdade. Manuel Amial, refere que o 10 de Junho é no concelho de Caminha o dia do combatente e manter viva esta luta é valorizar os antigos combatentes, quanto ao fazer regressar aqueles que tombaram na guerra e não voltaram e estes são cerca de 300 é uma luta que tem sido feita ao longo do tempo e traze-los para junto das suas famílias é o mínimo que se pode fazer.