31 de Maio, 2026
TRES ANOS DEPOIS, O VIANENSE REGRESSA Á LIGA 3.
Written by Jose Silva on 31 de Maio, 2026
31 de Maio, 2026
TRES ANOS DEPOIS, O VIANENSE REGRESSA Á LIGA 3.
VIANENSE–2 REBORDOSA–0
LEÇA———1 BRAGANÇA–0
–
CLASSIFICAÇÃO FINAL.
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1–LEÇA———13
2—VIANENSE–9
3—BRAGANÇA–8
4–REBORDOSA-4
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Vianense vence Rebordosa e celebra regresso aos escalões nacionais perante um estádio em festa
Num ambiente de enorme expectativa e com o estádio completamente lotado, o Vianense entrou em campo sabendo que apenas a vitória interessava para concretizar o grande objetivo da temporada. Além de cumprir a sua missão frente ao Rebordosa, a equipa de Viana do Castelo aguardava também por uma ajuda do Leça diante do Bragança. E tudo acabou por correr da melhor forma para os vianenses, culminando numa tarde memorável de festa e celebração.
A equipa orientada para atacar desde o primeiro minuto, apesar de jogar contra um vento forte, entrou determinada a resolver cedo a partida. E não podia ter começado de melhor maneira. Logo no primeiro minuto de jogo, Joel Silva inaugurou o marcador numa rápida transição ofensiva que apanhou a defesa do Rebordosa completamente desprevenida. O golo fez explodir de alegria os muitos adeptos presentes nas bancadas e deu ainda mais confiança à formação da casa.
No entanto, quem esperava um Rebordosa resignado encontrou uma equipa ambiciosa e competitiva. Sem objetivos classificativos relevantes em jogo, os visitantes mostraram que estavam em Viana para honrar a camisola e disputar a partida com seriedade. A reação ao golo sofrido foi imediata e bastante positiva. O conjunto visitante assumiu o controlo das operações durante largos períodos da primeira parte, pressionou alto e criou várias situações de perigo junto da baliza defendida por José Costa.
O guarda-redes do Vianense tornou-se uma das figuras do encontro, respondendo com segurança e qualidade às investidas adversárias. Antes disso, aos quatro minutos, Ricardo Brito esteve perto de ampliar a vantagem para os anfitriões, mas o seu cabeceamento saiu a rasar o poste direito da baliza de Pedro Soares.
Com maior posse de bola e mais iniciativa ofensiva, o Rebordosa continuou a criar dificuldades ao líder. Aos 16 e aos 37 minutos, José Costa voltou a destacar-se com duas intervenções de elevado nível, evitando o empate e mantendo a vantagem mínima da sua equipa. Apesar da pressão visitante, a defesa do Vianense mostrou-se sempre muito concentrada e organizada, fechando os espaços e dificultando os remates em zonas perigosas.
Ao intervalo, a vantagem tangencial dos homens da casa não traduzia totalmente as dificuldades sentidas perante um adversário que valorizou o espetáculo com uma exibição muito positiva.
Na segunda parte, o Vianense regressou dos balneários determinado a assumir definitivamente o controlo da partida. A estratégia resultou em pleno e, à passagem do terceiro minuto, Ricardo Brito fez o 2-0, levando novamente os adeptos ao delírio.
Poucos instantes depois, chegavam também excelentes notícias vindas de outro campo. O Leça marcava diante do Bragança, resultado que deixava o cenário classificativo ainda mais favorável ao Vianense. O estádio viveu então uma dupla explosão de alegria, com os adeptos a perceberem que a tão desejada subida estava cada vez mais próxima de se tornar realidade.
Com a vantagem reforçada, o Vianense geriu melhor os ritmos da partida e passou a aparecer com mais frequência em zonas de finalização. A equipa criou algumas oportunidades para ampliar o marcador, assumiu maior domínio territorial e conseguiu controlar os momentos de maior pressão do adversário. Apesar das tentativas de ambas as formações, o resultado manteve-se inalterado até ao apito final.
Quando o árbitro encerrou o encontro, deu-se então a verdadeira explosão de felicidade. Os adeptos invadiram pacificamente o relvado para festejar com jogadores, equipa técnica e dirigentes um feito muito aguardado. Três anos depois, o Vianense celebrava o regresso aos escalões nacionais, numa tarde que ficará certamente gravada na memória de todos os que encheram o estádio.
Mais do que a importância do resultado, a partida ficou também marcada pela qualidade apresentada por ambas as equipas. O Rebordosa dignificou a competição com uma exibição séria e competitiva, enquanto o Vianense demonstrou a capacidade e a determinação de quem acreditou até ao fim no objetivo da subida. Uma combinação que proporcionou um excelente espetáculo de futebol e uma festa inesquecível para o futebol vianense.
Vianense regressa à Liga 3 após recuperação notável; Limianos fica à porta da subida
Foi uma luta intensa até à última jornada, mas o Vianense conseguiu alcançar o tão desejado regresso à Liga 3. A formação de Viana do Castelo não dependia apenas de si própria nas contas da subida, mas acabou por cumprir a sua missão e aproveitar os resultados favoráveis dos adversários diretos para garantir o objetivo.
A caminhada da equipa vianense ficou marcada por uma impressionante recuperação na reta final da primeira fase do Campeonato de Portugal. Depois de várias jornadas fora dos lugares cimeiros, o Vianense conseguiu encurtar distâncias para os primeiros classificados e terminou a fase regular com os mesmos pontos do Bragança, assegurando assim a presença na fase de subida.
O percurso esteve longe de ser fácil. À entrada para a 20.ª jornada, o Vianense ocupava apenas a quinta posição da tabela classificativa e encontrava-se a oito pontos do líder Bragança. Além disso, a luta pelos lugares de acesso à fase de subida era extremamente equilibrada, com o Brito, terceiro classificado, a apenas dois pontos dos vianenses.
A aproximação aos lugares cimeiros começou a ganhar força na 23.ª jornada. Nessa ronda, o Limianos foi goleado em Bragança e o Vianense aproveitou para subir ao quarto lugar, ficando apenas a um ponto da segunda posição, então partilhada por Brito e Limianos.
Mas foi na jornada seguinte que o cenário começou verdadeiramente a clarificar-se. O Vianense venceu o Mirandela, em casa, pela margem mínima, enquanto os seus principais rivais tropeçavam. O Limianos saiu derrotado da deslocação a Chaves e o Brito perdeu em casa diante do Celoricense. Estes resultados permitiram à equipa de Viana do Castelo reduzir ainda mais a diferença para os primeiros lugares e renovar a esperança numa qualificação que, poucas semanas antes, parecia bastante distante.
A partir desse momento, o Vianense acreditou até ao fim. Nas últimas três jornadas não voltou a perder qualquer ponto e beneficiou ainda do empate do Bragança em Chaves para igualar o líder no topo da classificação. Na derradeira ronda, os vianenses venceram de forma convincente o dérbi frente ao Limianos, fechando a fase regular em igualdade pontual com o Bragança e consumando uma recuperação que ficará certamente na memória dos seus adeptos.
Limianos esteve na frente durante grande parte da época
Se o Vianense protagonizou uma recuperação notável, o Limianos foi igualmente uma das equipas em maior destaque ao longo da temporada. A formação de Ponte de Lima era apontada por muitos como uma das principais candidatas à subida e confirmou esse estatuto durante grande parte do campeonato.
À semelhança do que já tinha acontecido na época anterior, o Limianos realizou uma campanha muito consistente e liderou a classificação até à 13.ª jornada. Contudo, a derrota caseira diante do São Martinho marcou um ponto de viragem na temporada. Esse resultado permitiu ao Bragança assumir a liderança e o conjunto limiano nunca mais conseguiu recuperar a posição perdida.
A situação agravou-se na jornada seguinte, com uma pesada derrota por 4-0 no terreno do Brito. A partir daí, a margem de conforto desapareceu e equipas como Vianense, Chaves, Camacha e o próprio Brito aproximaram-se perigosamente dos lugares cimeiros. Ainda assim, alguns deslizes dos adversários diretos foram permitindo ao Limianos manter-se na luta durante várias jornadas.
O momento decisivo acabou por surgir na 24.ª jornada. A derrota em Chaves fez a equipa cair para o quarto lugar da tabela, ficando a dois pontos da segunda posição, então ocupada pelo Vianense. Com apenas duas jornadas por disputar, as possibilidades de alcançar a fase de subida tornaram-se extremamente reduzidas e acabariam por desaparecer definitivamente.
Campeonato marcado pelo equilíbrio
Apesar dos desfechos distintos, Vianense e Limianos foram duas das equipas que mais contribuíram para a qualidade competitiva de um campeonato marcado pelo enorme equilíbrio. Ao longo da temporada, ficou evidente que uma vitória podia projetar qualquer equipa para os lugares de topo, enquanto uma derrota era suficiente para provocar uma queda significativa na classificação.
O Vianense acabou por ser premiado pela sua capacidade de recuperação e garantiu o regresso à Liga 3, devolvendo o distrito de Viana do Castelo a um patamar competitivo superior. Já o Limianos, apesar de ter ficado fora da corrida à subida, realizou uma campanha meritória e continuará a representar o distrito no Campeonato de Portugal.
Assim, na próxima temporada, a Liga 3 contará com a presença do Vianense, enquanto o Campeonato de Portugal terá como representantes distritais o Limianos e o Ponte da Barca, assegurando a continuidade da forte presença do futebol alto-minhoto nas competições nacionais.